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Valores e princípios devem estar na base da organização dizem especialistas

14/10/2014
Penúltimo painel do Congresso tratou de ética e valores na cultura organizacional

“Valores e princípios éticos não são sinônimos, cada um tem sua competência e significado”, esclarece o mediador do penúltimo painel do 15º Congresso IBGC de Governança Corporativa, o sócio fundador do Instituto, Lélio Lauretti, sobre Ética e valores na cultura organizacional.

Enquanto o primeiro configura a identidade corporativa, “o que caracteriza a empresa”, os princípios éticos podem ser entendidos como cultura corporativa, explica. “Como regra geral todos os princípios poderiam ser considerados valores, mas a recíproca não é verdadeira”, pondera e emenda que em comum “ambos correspondem à demanda de uma sociedade cada vez mais bem informada e exigente. São ambos os temas relacionados com as melhores práticas de Governança”. 

Segundo Lauretti, está havendo uma revisão sob a ótica do interesse comum, passando pela mudança no papel da liderança de uma autoridade vigente para um poder com responsabilidade. “O exemplo é a melhor linguagem que o líder poder exercer responsabilidade”, relata.

A explicação cabe no contexto da empresa dos palestrantes do painel, Larry Thompson, Executive vice president, government affairs, general counsel and corporate secretary of PepsiCo, e Marise Barroso, presidente da Masisa Brasil.

Segundo Barroso, a empresa já nasceu com o princípio da sustentabilidade, estando focada em quatro pilares. A primeira é a estratégia do triplo resultado, que envolve aspectos econômicos, sociais e ambientais. Os outros pontos são a gestão de riscos e a definição dos princípios empresariais e a das políticas e empreendimentos.

“Nossa estratégia está concentrada em valores. Fundamenta em quatro valores: viver a marca, ser orientados ao cliente, inovação e vida sustentável, ou seja, é resgatar o principio da vida”, afirma.

A empresa, na década de 1990, passou a adotar uma ferramenta adaptada do Balanced ScoreCard, em que foram adicionados os eixos ambientais e sociais.

Ao passo que Thompson chamou a atenção para o desempenho com proposito. “O melhor jeito de desempenhar é como fazemos nosso dinheiro. Não o que fazemos com ele depois. Tem a ver com o modelo operacional”, reflete ele que levantou dois pontos: desempenho sustentável e pessoas. “Queremos uma empresa responsável”.

Para explicar o papel das empresas na sociedade, Thompson fez um resgate histórico e avalia que elas sempre tiveram um propósito social. “Os interesses [entre os públicos empresa e sociedade] são interdependentes”. Por isso, ele reflete, deve-se considerar os diferentes públicos, como funcionários, fornecedores, clientes e meio ambiente. “Tudo isso se combina e permite ao conselho criar valor ao acionista e dar sustentação no longo prazo pra empresa”.

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