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'Inovação não é a grande ideia', diz head de marketing da 3M do Brasil

13/06/2016
Luiz Serafim foi um dos três palestrantes da 2º sessão do 4º Encontro de Conselheiros

Moderador da segunda sessão do 4º Encontro de Conselheiros que tratou de “inovação e liderança”, Emilio Carazzai, presidente do conselho de administração do IBGC, abriu o painel com uma provocação: “A sensação que eu tenho é a de que todos os modelos de negócios estão ameaçados atualmente. Por isso, a questão da inovação vinda do conselho e administração significa também a mensuração do risco do negócio, trata-se de tomar risco e, ao mesmo tempo, continuar a competir no mercado”.

Com base na afirmação do PCA, Maximiliano Carlomagno, sócio fundador da Innoscience, afirmou que o cenário volátil da economia faz com que a estratégia das empresas seja a renovação do modelo de negócios, e não a criação de novos. “As empresas têm medo de inovar porque temem perder a relevância no mercado. Porém, atualmente, uma empresa permanece em destaque por uma média de 10 anos. Sendo que, há dez anos, essa média era de 65 anos”.

O especialista também afirmou que a dinâmica de uma startup em relação a inovação é completamente diferente de uma empresa consolidada. “A startup é um momento, não um modelo de gestão, pois opera na incerteza para criar algo novo. A empresas estabelecida visa extrair o máximo de seu modelo de negócio, ela tem previsibilidade e eficiência”, destacou. Para ele, a grande empresa precisa ter uma área e pessoas totalmente dedicadas à inovação.

Já na visão de Luiz Serafim, head de Marketing da 3M do Brasil, a cultura da inovação vem do investimento em pesquisa e desenvolvimento dentro das organizações. “Inovação não é a grande ideia. Primeiro, tem que saber onde colocar ponto de venda, preço, comunicação. A principal estratégia da 3M é pesquisa e desenvolvimento. Investimos 6% do lucro das vendas em pesquisa e desenvolvimento”.

Para Flavia Buarque de Almeida, sócia e vice-presidente da Península Participações, a inovação pode emergir nas empresas de diferentes formas. “Em algumas empresas o líder é inovador e emana isso para a equipe, em outras é o sistema que é inovador, como na 3M”, exemplificou. Para ela, é responsabilidade do conselho de administração entender a cultura da empresa para definir de onde irradia a inovação.

“A gestão está focada no hoje, no curto prazo. Com isso, o papel do conselho é olhar para frente e questionar o futuro. O conselheiro não precisa ter as respostas, mas sim fazer perguntas para chegar lá”, finalizou.  

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