Capítulo Santa Catarina apresenta desafios e oportunidades para a governança corporativa no estado

Ecossistema de governança corporativa, atuação com associações comerciais e capacitação estão entre as iniciativas levantadas para apoiar as organizações

  • 28/07/2020
  • Bárbara Calache
  • Eventos

Na última sexta-feira (27 de julho), ocorreu o IBGC Dialoga - Governança em Santa Catarina: desafios e oportunidades, com a participação dos coordenadores do Capítulo catarinense – Carlos Velloso, Léia Wessling e Andriei Beber ¬– e associados. Na ocasião, foram levantadas práticas de governança corporativa e iniciativas que podem contribuir para o crescimento sustentável das organizações do estado. 

Para iniciar o debate, Carlos Velloso, coordenador geral do Capítulo Santa Catarina do IBGC introduziu visões estruturantes para a governança do estado catarinense, entre elas a criação de um ecossistema de governança, que consiste em uma rede entre empresas e associações em Santa Catarina para interação de forma cooperativa, a fim de aprimorar os sistemas de governança e gestão. Também foi ressaltado o potencial do estado para atuar como um hub de fornecimento de produtos e serviços, especialmente no cenário pós-pandemia, com a globalização ainda mais acentuada e a busca por novos fornecedores atuantes em diferentes cadeias globais. 

Velloso reforçou, ainda, o papel da governança na orientação das decisões, gestão de riscos, estratégias e aspectos operacionais, a partir de propósitos, valores e visão de longo prazo que compõem a identidade de cada organização. “O foco em propósito e valores deve fortalecer a estrutura das organizações e permitir a maior contribuição da governança para atendimento da sociedade em geral, de forma colaborar para o crescimento com sustentabilidade”, acrescentou.

A partir desse contexto, os participantes elencaram os temas mais relevantes para atuação em Santa Catarina, assim como propuseram iniciativas práticas. Entre elas, está a capacitação de empreendedores do estado em governança corporativa. 

“No caso de Santa Catarina, temos uma grande quantidade de empresas familiares focadas no negócio e identificamos um potencial para o desenvolvimento dos princípios de governança corporativa, que muitas vezes ficam em segundo plano até a busca de um novo sócio ou uma sucessão”, comenta Carl Heinz Müller, membro do comitê coordenador do Capítulo de Santa Catarina. A ideia, segundo Müller, seria disseminar um modelo simples e acessível, com argumentos que apresentem um sistema de governança corporativa para pequenas e médias empresas. 

Paulo Cesar Martins Viana, também integrante do comitê coordenador do capítulo catarinense, endossou a grande participação de empreendedores e empresas familiares no estado e os desafios da governança corporativa para esse público. “Há uma dificuldade grande na passagem de bastão, principalmente por não te ser um ambiente de governança corporativa na cultura da empresa”, comentou. Entre as iniciativas para melhoria, está uma atuação próxima a associações comerciais e entidades do estado, para a disseminação da ideia de que a governança pode melhorar o valor da companhia e do negócio. 

Já Andriei Beber, por sua vez, destacou a importância de difundir que o que controle gera benefícios e uma comunicação mais acessível sobre o tema para apoio na jornada das empresas. Os aspectos ASG (ambiental, social e governança) também foram pauta das discussões, uma vez que os órgãos financiadores têm exigido cada vez mais um posicionamento de visão social e ambiental das organizações. Nesse âmbito, foi levantada a necessidade de difusão e compreensão desses tópicos pelas empresas, bem como da gestão de indicadores de desempenho, que permitam o acompanhamento de sua evolução e a comparabilidade com pares do mercado.  


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