Órgãos de governança do Reino Unido auxiliam empresas ante pandemia

Projeções econômicas apontam abalo severo da confiança em mercados desenvolvidos

  • 23/03/2020
  • Equipe IBGC
  • Pelo Mundo

Diante da veloz escalada global da Covid-19, organizações de governança do Reino Unido têm auxiliado seus mercados com orientações e informações sobre como proceder em meio ao surto que parece estar longe de terminar. 

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o impacto da doença na China deve influenciar as economias mais ricas, abalando severamente a confiança, as viagens, os gastos nessas regiões e, consequentemente, suas empresas.

O economista-chefe do Institute of Directors (IoD), Tej Parikh, detalhou em artigo como o governo britânico deverá garantir uma rede de auxílio para as companhias locais, que contemplará, entre outros subsídios, empréstimos para pequenos e médios negócios. O departamento de Serviços e Consultoria do IoD está disponibilizando orientações sobre as práticas legais de acesso exigidas nesse processo para seus associados e parceiros.

Já no regulador Financial Reporting Council (FRC), as declarações ao mercado informavam os riscos e consequências decorrentes da disseminação do coronavírus. No país, por lei, as companhias devem divulgar os principais riscos envolvendo seus negócios. Por isso, a FRC aconselhou que as empresas considerassem cuidadosamente quais divulgações serão feitas, uma vez que a rápida disseminação do vírus terá o potencial de trazer novas informações sobre a epidemia a todo momento. “As empresas precisam monitorar os desdobramentos e garantir que estão fornecendo divulgações atualizadas para seus acionistas e para o preparo de seus relatórios finais”, segundo trecho de nota. Nesta segunda-feira (23 de março), a FRC anunciou ainda suporte total ao pedido da Financial Conduct Authority (FCA) por uma moratória na publicação de demonstrações financeiras preliminares para todas as empresas listadas, por pelo menos duas semanas.

Risco sistêmico e impactos da pandemia

A International Corporate Governance Network (ICGN), em relatório assinado pelo diretor de Políticas da entidade, George Dallas, apontou o coronavírus como um novo risco sistêmico para os negócios, além de suas implicações para a governança corporativa e os investidores. Na avaliação da entidade, a resposta dos conselheiros para o momento deve contemplar uma postura eficaz e estratégica.

A publicação sugere também que muitas empresas já passaram por grandes desastres ou crises, já tendo histórico na lida com esse tipo de incógnita ou choque, e que os investidores esperam que os conselhos corporativos avaliem o impacto comercial da Convid-19.

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