Consultores refletem sobre gestão de risco em horizonte de incertezas

IBGC Conecta trata da relevância do planejamento antes e depois da crise

  • 30/06/2020
  • Equipe IBGC
  • Eventos

Em um cenário de pandemia que exige cada vez mais diligência por parte dos administradores, o IBGC Conecta de terça-feira (30 de junho) contou com o relato das experiências de crise do consultor financeiro Ivan Monteiro e do sócio de Riscos e líder de Energia da PwC Brasil Ronaldo Valiño. Atuaram como moderadores do encontro on-line João Laudo, coordenador geral do Capítulo Rio de Janeiro do IBGC e sócio sênior da Bocater Camargo, Costa e Silva, Rodrigues Advogados, e Lucia Casasanta, coordenadora do Capítulo Rio de Janeiro do IBGC e diretora de Governança, Riscos e Conformidade da Eletrobras.

Monteiro começou sua carreira no Banco do Brasil, onde atuou por 32 anos, de escriturário a vice-presidente. Em 2015, foi para a Petrobras como diretor financeiro participar do processo de recuperação da empresa. O consultor abriu o debate e falou da importância da postura das lideranças dos negócios em momentos de tensão como o atual, além de detalhar situações críticas de sua carreira, como quando dirigiu a agência do banco brasileiro em Nova York durante da crise do subprime em 2007 e, no Brasil, diante da publicação do balanço da Petrobras um pouco antes do escândalo da Lava Jato. “A resiliência da empresa não começa no momento da crise, ela começa antes”, apontou. 

O consultor financeiro destacou que as combinações de capacidades e preparações exigidas pelas crises podem ser distintas, de acordo com os desafios apresentados em cada situação. Por isso, para Monteiro, é importante que todas as áreas da companhia participem das estratégias. “São conjuntos de competências que não estão ligados à organização central que fazem a diferença, é evidente que as informações devem fluir e alcançar as camadas de tomadas de decisão, mas todos devem ter a oportunidade de contribuir”, sugeriu.

Na avaliação de Valiño, a partir de agora é preciso que os líderes corporativos compreendam que as crises irão ocorrer mais vezes, em uma velocidade maior, de forma global e mais prolongada. Nesse sentido, os planos de gestão de risco e crise precisam prever esses momentos, a fim de garantir uma recuperação das empresas no menor tempo possível. “O ambiente de uma crise é muito complexo e tem se sofisticado. Você deve olhar para vários ângulos, sem esquecer de nenhum deles, com apoio externo para te ajudar nas respostas”, explicou.

Além disso, o executivo da PwC ressaltou a relevância de uma equipe de crise preparada para momentos realmente críticos, com planos de comunicação eficientes, simulações de crises e planejamentos de continuidade dos negócios bem definidos. “Essa pandemia tem sido diferente do que já havíamos mapeado como riscos possíveis. Os protocolos antigos diziam respeito a mobilização e transferências de pessoas. Na crise atual, como vemos um alcance global, mudar as pessoas de lugar não atenua os problemas”, detalhou.

Para ele, “quem sai mais forte da crise vê sua ação valorizada, o mercado reconhece que aquela empresa é resiliente. As empresas de capital aberto no Brasil já detalham seus riscos, até por questões regulatórias, mas uma série de empresas médias importantes do país não têm isso bem estruturado”.


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