Jornadeiros relatam lições da viagem técnica do IBGC à Israel


Encontro em São Paulo contou com mais de 100 participantes discutiu cultura, inovação e governança corporativa israelense

  • 30/07/2019
  • Mayara Baggio
  • Eventos

Para compartilhar aprendizados e reflexões relacionados à experiência da jornada técnica do IBGC à Israel realizada em maio deste ano, mais de 100 jornadeiros participaram de um encontro especial na sede do instituto nesta terça-feira (30 de julho) em São Paulo. 

Autonomia, tomada de decisão assertiva, alinhamento de ideias, tolerância ao erro e coragem, foram alguns dos pontos fortes citados como a essência do ecossistema israelense. A diretora geral do IBGC Heloisa Bedicks e o coordenador da jornada técnica para Israel Ricardo Roschel abriram o evento com detalhes da viagem e dos locais conhecidos pelos jornadeiros, como a bolsa de valores de Tel Aviv, o regulador do mercado de capitais, empresas, escritórios de advocacia, startups, universidades e centros de pesquisa.

A Jornada Técnica Internacional do IBGC foi desenvolvida com o apoio da Deloitte, da EY e da KPMG. Na ocasião, também foi exibido um documentário inédito produzido pelo IBGC com os destaques desta jornada. Veja os filmes na íntegra.

Criatividade que nasce da necessidade

Participante da jornada e coordenadora da Comissão de Pessoas do IBGC, Adriana Adler falou como o governo de Israel focou no seu principal recurso: capital humano, destinando grande investimento para educação, de olho no desenvolvimento das pessoas. “Eles são extremamente focados em soluções criativas e inovadoras, por necessidade, por sobrevivência”, disse. Segundo ela, 60% do território do país é deserto.

Conselheiro de administração do IBGC, Aron Zylberman contou como o país foi se formando de forma peculiar, com o perfil de pessoas imigrantes que tinham poucas oportunidades, por conta de situações históricas e geopolíticas delicadas. 

O ex-presidente do conselho de administração do IBGC, Emilio Carazzai explicou como a atuação das instituições pode impactar o desenvolvimento econômico dos países e em Israel ele elencou como três eixos principais: a religião, pela união do povo, o Exército, pela questão da sobrevivência e como eixo de integração de diversas etnias da região, e os avanços institucionais.

Para debater o funcionamento da academia israelense, Roberto Lamb defendeu os investimentos em pesquisa do país, que se desdobram no mercado em produtos inovadores, por conta da forte proximidade do mercado com a academia. Ele fez comparações com centro educacionais de ponta brasileiros como o Instituto da Aeronáutica (ITA), o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o próprio sistema financeiro.

Via transmissão online, o membro da Comissão de Inovação Celso Ienaga citou questões que considerou fundamentais na chamada startup nation. De acordo com ele, as 6,3 mil startups do país focam em necessidades reais, atuais e de sobrevivência. “O capital intelectual local é formado por nove universidades públicas, acesso a professores de escolas de ponta, organizações de registro e comercialização da propriedade intelectual, mais de 75 aceleradoras que ajudam a transformar ideias em startups, além de 23 incubadoras”, afirmou.

Comentaram ainda a iniciativa privada israelense Luiz Vieira, falando do desempenho das 374 multinacionais presentes em Israel, Maria Elena Cardoso, sobre venture capital no país, e Ricardo Lamenza, como o Brasil deve buscar sua vocação, como o exemplo israelense.

Por resultados e inovação

Durante a última sessão de perguntas e respostas do encontro, o jornadeiro Ronaldo Veirano contou ainda como se impressionou com a postura e preocupação dos israelenses diante da apresentação de resultados. “O que nós assistimos lá [em Israel] foi um grande apetite por risco, somado a uma grande vontade de aprender”, disse. Veirano defendeu que “enquanto nós [brasileiros] não mudarmos nossa necessidade de querer formalizar tudo antes de ter qualquer resultado ou ter um produto para vender, vamos ficar para trás”.

Sandra Guerra, por sua vez, falou sobre a importância da supervisão da inovação por parte dos conselhos, mas com senso de urgência e acompanhada sempre pelo conhecimento desse ecossistema, algo como ocorre em Israel. 

Já Flavia Mouta traçou comparações sobre os mercados de capitais brasileiro e o israelense, passando pelo volume de empresas, valor das companhias, uso do código de governança, dupla listagem, além de segmentos especiais. Ela ainda chamou a atenção para um plano de inovação que seja coerente com o discurso e com as práticas já em funcionamento na empresa, como foi visto durante a jornada.

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