Publicação do IBGC destaca recomendações para a governança corporativa de empresas listadas

Iniciativa, que acaba de ser lançada, visa reforçar princípios e práticas para combater problemas verificados em 2020

  • 30/04/2021
  • Ana Paula Cardoso
  • IBGC Comunica

Analisar algumas condutas desalinhadas das recomendações do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa e acentuar a importância das boas práticas de governança como estratégia das companhias que têm ações negociadas em bolsa de valores. Este é o objetivo do documento intitulado Lições de 2020 para a governança corporativa de empresas listadas, lançado nesta sexta-feira (30) pelo IBGC. 

“A publicação é fruto de uma análise criteriosa e da competência do grupo de voluntários que conduziu o trabalho, formado por especialistas em governança”, diz Leila Loria, presidente do conselho de administração do IBGC. Para ela, o IBGC tem o privilégio de reunir pessoas que conhecem muito o tema, uma vez que o instituto desempenha o papel de think tank do tema governança corporativa

Realidade valida a teoria

Maiara Madureira, coordenadora da comissão jurídica do IBGC e do grupo de trabalho que elaborou o documento, explica que o objetivo do material é destacar práticas de governança corporativa que podem evitar – ou, ao menos, minimizar – efeitos negativos nos negócios e na imagem das empresas. As recomendações foram selecionadas a partir da avaliação de diversos exemplos de grande repercussão no passado recente. “Para construir a publicação estudamos, na prática, a teoria que o IBGC já difunde há muito tempo”, lembra Maiara.

Entre os assuntos tratados no documento, estão a necessidade de tempo e acesso adequado a informações para a tomada de decisões do conselho, e a participação da assembleia de acionistas na aprovação de aspectos que alterem a remuneração global já definida para os administradores da companhia.  

De acordo com Leila, a ideia é ajudar os agentes do mercado, principalmente novos entrantes, a entender como implementar uma boa governança corporativa e evitar rumos equivocados. “O IBGC reconhece que o mercado é dinâmico, e a governança corporativa é uma jornada contínua. Os players mudam constantemente e podem ainda não ter assimilado princípios básicos, o que justifica nossa atuação na disseminação”, diz a presidente do conselho de administração. 

Leila ressalta a preocupação do conselho de administração do IBGC, quando solicitou a produção do documento à gestão do IBGC, em não apontar nomes ou comentar casos específicos, ainda que algumas situações reais de desvios das melhores práticas tenham inspirado as recomendações. “Não somos reguladores, não temos acesso às informações de casos sob investigação e não podemos nem queremos influenciar as decisões dos órgãos e autoridades competentes”, explica ela. “O papel do IBGC é divulgar as melhores práticas”, conclui.  

O ‘G’ do ASG

Garantir visibilidade às boas práticas de governança corporativa aumenta principalmente no contexto atual, no qual as questões ASG (ambiental, social e governança) têm marcado presença na pauta dos conselhos. Hoje, discutem-se nos boards temas como impactos ambientais e sociais, diversidade e inclusão, riscos cibernéticos, dentre outros. "Sem o 'G', o ‘A’ e o ‘S’ não têm como funcionar", lembra Leila Loria. 

Em resumo, o documento vem reforçar valores e princípios que são fundamentais para tratar a sigla ASG em sua plenitude. “Um exemplo são as recomendações sobre conflitos de interesses, que ainda geram dúvidas e até questionamentos no mercado, mas estão totalmente ligadas ao tema da ética e integridade, que forma um dos pilares da Agenda Positiva de Governança”, afirma a presidente do conselho de administração, citando a campanha lançada pelo IBGC no fim do ano passado.   

Para ter acesso ao documento Lições de 2020 para a governança corporativa de empresas listadas, basta acessar o site do Portal do Conhecimento do IBGC ou clicar neste link

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