Como supervisionar a agenda climática no setor financeiro?

Série desenvolvida pelo Chapter Zero, em parceria com HSBC, mostra soluções para conselheiros em cinco etapas

  • 29/07/2021
  • Gabriele Alves
  • Eventos

Com o objetivo de apoiar membros de conselhos nas estratégias de transição climática de suas empresas, o Chapter Zero, em parceria com HSBC, acaba de lançar a série Spotlight on: climate risk and the financial sector, com cinco vídeos gravados em 2020 e apresentados por especialistas renomados no setor. A série parte da premissa de tornar o setor mais ecológico e sustentável conforme estabelecido pela Rede de Bancos Centrais e Supervisores, a The Network of Central Banks and Supervisors for Greening the Financial System (NGFS).

Ela apresenta ainda o trabalho realizado em grandes bancos importantes, como o Banco da Inglaterra e o Banco Central da França e é projetada para o público internacional. Cada vídeo, com cerca de 20 minutos, examina diferentes faces do risco climático e descreve desde os principais impactos, as questões regulatórias e jurídicas, até as implicações legais para a governança corporativa.

No Brasil, o IBGC representa o Chapter Zero e tem o compromisso de promover conteúdos e eventos para informar, trocar ideias e compartilhar experiências sobre ações que minimizem as mudanças climáticas, em prol do planeta. O objetivo é sensibilizar e capacitar as lideranças empresariais para realizarem efetivas mudanças. Neste sentido, atento aos desafios da agenda climática no Brasil, o Blog IBGC compartilha a seguir, brevemente, alguns dos insights da série em cada episódio:

1)  Mudanças climáticas e o impacto nas instituições financeiras
Neste primeiro episódio, a série destaca que uma mudança brusca no perfil das emissões de carbono globais é necessária, inclusive alcançar a neutralidade em carbono, pois já ultrapassamos o aumento de 1ºC na temperatura global, quando a meta, segundo o Acordo de Paris, é chegar até 1,5ºC. Com as emissões atuais, o mundo está caminhando para um aumento de 4ºC na temperatura. Nesta direção, o episódio mostra que, entre as oportunidades para o setor financeiro reverter esta situação, está o aumento da demanda de financiamento, a fim de permitir a transição para uma economia de baixo carbono. Isso pode ser feito, por exemplo, por meio de incentivos à energia renovável e aos veículos elétricos. Além disso, novos produtos e propostas podem ser desenvolvidos para atender aos requisitos relacionados ao clima, como os chamados empréstimos verdes. Isso trará vantagens de marca e reputação, firmando empresas do setor como líderes em finanças sustentáveis.

2) Como as políticas e regulamentações estão evoluindo para responder à crise climática
Nesta parte, é possível conferir que desde 2019, a NGFS tem trabalhado em guias práticos para melhorar e equipar a comunidade de bancos centrais e supervisores. Mas ao olhar para frente, ainda é necessário trabalhar nas necessidades de dados e métricas, como identificar dados necessários para o propósito de análise de riscos relacionados ao clima e a ampliação de finanças verdes.

3) Divulgação: status quo e roteiro futuro
O episódio mostra algumas tendências para divulgação de dados em relatórios de forma mandatória. Entre elas, cita a UK’s Green Finance Strategy que define as expectativas do governo para as empresas listadas e para os grandes proprietários de ativos, orientando o que devem divulgar, de acordo com as recomendações do Task Force on Climate-Related Financial Disclosures (TCFD) até 2022. Além disso, nesta parte, é possível saber mais sobre a Agenda de Finanças Privadas da COP26, que está trabalhando com autoridades para tornar obrigatórios os relatórios climáticos alinhados ao TCFD.

4) Análise de cenário e teste de estresse
A análise de cenário ajuda a testar as áreas de gestão de risco, estratégia e o envolvimento do cliente, além de construir resiliência dentro do portfólio do banco. Neste episódio é possível conferir uma análise estratégica por meio de algumas questões chave para avaliação, cuja estrutura se consolida em três pilares: negócios, finanças e riscos. Na primeira, cabe pensar como os clientes serão impactados sob diferentes cenários climáticos, por exemplo. Na segunda, vale entender qual é o impacto do risco climático no plano de negócio e, na terceira, qual é o impacto potencial com a mitigação das ações de risco climático.

5) Gerenciamento de riscos físicos e climáticos na transição
É possível conferir neste último episódio da série que os riscos de transição estão associados ao processo de ajuste, em direção a uma economia de baixo carbono. Então, os conselheiros podem fazer uma série de perguntas nesta fase. Entre elas: qual é a metodologia para medir, relatar e, portanto, gerenciar o risco de transição? Ou como sua empresa está educando e ajudando os clientes a gerenciar esses riscos?

Para conferir todos os episódios da série, clique aqui.

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