Programa de Mentoria chega à quarta edição

Iniciativa recebeu 241 inscrições e selecionou 32 executivas

  • 18/06/2019
  • Mayara Baggio
  • Eventos
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Executivas selecionadas contarão com mentores para discutir o papel do conselheiro de administração nas companhias 

Como constante incentivador da participação de mulheres em conselhos de administração, o IBGC deu início na manhã de segunda-feira (17 de junho) à quarta turma do Programa de Mentoria do Comitê Diversidade em Conselho. 

A iniciativa visa a criação e o fortalecimento de uma rede de mulheres conselheiras e conta com apoio da B3, da Internacional Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial, e da WomenCorporateDirectors (WCD). 

Das 241 executivas que se inscreveram para essa quarta edição do programa, 32 foram escolhidas e apresentadas aos 32 mentores participantes - conselheiros com vasta experiência e que discutirão aspectos essenciais sobre o papel do conselheiro de administração dentro das companhias por meio de encontros individuais e em grupo, dentro e fora do IBGC. 

Acompanhe a lista completa de mulheres e mentores selecionados para a quarta edição do Programa de Mentoria.

Atualmente, apenas 9,4% das companhias que fazem parte dos segmentos do Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado da bolsa brasileira possuem mulheres em seus conselhos de administração, segundo o sócio da consultoria Spencer Stuart, Fernando Carneiro, apoiador técnico do programa. Na contramão, de acordo com ele, nos últimos anos, os espaços para conselheiros independentes estão ganhando cada vez mais nomes femininos.

Durante a abertura dessa nova edição do programa, a diretora geral do IBGC Heloisa Bedicks falou sobre a importância da diversidade de gênero em ambientes corporativos, principalmente em conselhos. “Nosso grande objetivo é fazer uma sensibilização desses mentores e mentoras, para que eles se aliem conosco ao programa, aumentando cada vez mais a diversidade em um curto espaço de tempo”, defende. 

De acordo com Heloisa, estudos acadêmicos apontam que os absenteísmos dos conselhos diminuem com a presença de mulheres nos conselhos, assim como o apetite ao risco em tomadas de decisão do colegiado.

O Programa de Mentoria teve início em 2013, após uma jornada técnica do IBGC à Austrália, onde os jornadeiros conheceram um projeto de mentoria para mulheres que tinha o apoio do governo local.

Sucesso na prática

A terceira edição do Programa de Mentoria encerrada na mesma ocasião rendeu frutos em pouco tempo para seis das executivas participantes. Durante e ao final da turma, as mentoradas Mônica Pires, Magali Leite, Angela Seixas, Carla Leal, Geovana Donella e Wilsa Figueiredo conseguiram novas posições como conselheiras de administração no mercado.

Atual diretora financeira e de operações no IBM Lab, Mônica conta que começou seus estudos sobre governança há seis anos, por indicação de uma amiga, e foi no Programa de Mentoria que teve uma aproximação mais intensa com a área e as discussões sobre a atuação dos conselhos de administração. “Sou apaixonada por esse programa, minha experiência foi ótima. Recomendo muito às mulheres interessadas em fazer parte deste universo”, afirma. Mônica é conselheira independente da estatal Furnas.

Colega de Mônica no conselho de Furnas, Magali também atua como diretora financeira da Beneficência Portuguesa. Com as duas, quatro mulheres fazem parte do colegiado em Furnas. 

No caso de Magali, o Programa de Mentoria ocorreu como um resultado natural de sua carreira. Ela conta que via pouco alinhamento e estratégia dentro das companhias pelas quais passou, o que resultou em mais estudos sobre governança corporativa. “Com uma experiência profissional bastante diversificada, busquei conhecimento sólido em governança, o que enriqueceu minha atuação como conselheira em Furnas”, diz. Para Magali, a responsabilidade é grande e exige uma preparação de alto nível. “A dedicação é primordial”, completa.

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